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Saiu dos trilhos de novo? Volte rápido a ter presença

Por Cleber Alexandre 

6 de junho de 2019

Veja como uma famosa técnica da Toyota pode também ser utilizada para realinhar nossas responsabilidades com o propósito por trás delas.

Muitas vezes a tal "correria" nos desconecta das razões que nos levaram a tomar as decisões importantes.

Você medita, faz mentoria, coaching, vai no terapeuta e define metas para sua vida. Dessas metas vêm um plano de ação, e dele tarefas a serem realizadas dentro de um cronograma. Mas na correria da execução, às vezes não dá vontade de fazer determinadas tarefas.

Você vira resistência. Luta contra elas, ignora, procrastina. Tem gente que torce o nariz e faz mesmo assim, e tem os rebeldes que chutam o balde pra longe e vão atrás de prazer imediato.

No fim das contas sabemos o que acontece. As metas viram fumaça e com ela a concretização de uma vida melhor. A oportunidade de crescimento aqui está em conseguir sair do estado de negação e resistência e entrar num estado de alinhamento e ressonância.

Para isso podemos emprestar uma técnica desenvolvida por Sakichi Toyoda, que fundou a Toyota nos anos 30.

A técnica ficou conhecida como "Os 5 Porquês" (The Five Whys) e é usada para descobrir a causa dos problemas. Essa técnica é uma das práticas que levaram a Toyota à excelência.

Funcionários da fábrica eram incentivados a perguntar o porquê de um problema por pelo menos 5 vezes, até chegar à sua raíz. É uma forma sistêmica de resolução de problemas pois evitamos agir sobre causa-e-consequência e vamos analisar a situação mais profundamente.

Você já deve ter ouvido falar dessa técnica, mas talvez não tenha percebido que também podemos usá-la para descobrir o propósito por trás de nossas ações.

De duas formas.

A primeira delas é para tomar consciência da verdadeira razão de você estar fazendo algo destrutivo ou improdutivo.

Veja o exemplo.

Problema: Estou comendo chocolate toda noite e com isso estou ganhando peso.
Primeira rodada: Por quê? Por que me dá ansiedade de noite.
Segunda rodada: Por quê? Por que as pessoas não respondem minhas mensagens.
Terceira rodada: Por quê? Por que elas não me respeitam.
Quarta rodada: Por quê? Bem… Por que eu fico tão preocupado com isso?
Quinta rodada: Por quê? É, preciso aprender a relaxar…

No nosso exemplo nem precisamos responder aos cinco porquês, pois no terceiro já nos damos conta de que o problema é profundo e, principalmente, de que ele está em nós e não nas pessoas.

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Esses insights podem ser utilizados para transformar partes da sua vida que estejam causando sofrimento (nesse exemplo o problema raíz é o apego da pessoa à atenção das outras).

A segunda mandeira de utilizar a técnica é de fazer as perguntas logo antes de enfrentar uma tarefa programada na sua agenda, ou no começo do dia.

Digamos que você marcou uma tarefa que gera muita rejeição, digamos, uma prospecção comercial.

Tarefa: Ligar para 100 clientes e fazer a oferta do produto.
Primeira rodada: Por quê? Para eu fechar mais vendas e bater as metas do mês.
Segunda rodada: Por quê? Para eu conseguir dinheiro para pagar as dívidas e financiar mais 6 meses de atividade.
Terceira rodada: Por quê? Para que eu consiga continuar empreendendo.
Quarta rodada: Por quê? Porque eu gosto dessa liberdade e também do desafio.
Quinto rodada: Por quê? Porque eu acho que tenho direito a isso.

Compreendeu? Voltamos ao nosso propósito original, que no exemplo foi o combustível desse empreendedor: liberdade e desafio.

O seu poderia ser família, dinheiro, autonomia, paz… Seja o que for, agora fica fácil entrar em sintonia com isso a qualquer momento.

Agora faça isso:

  • Vá na sua agenda e escolha as tarefas/eventos/compromissos desafiadores que você marcou.
  • Para cada um deles, faça o exercício dos 5 porquês.
  • Anote o último motivo junto com a marcação no calendário.

Assim quando você receber a notificação do evento, verá também o seu motivo mais profundo pra fazer aquilo.

Não tem erro!

P.S.: dica: se depois dos 5 porquês o motivo principal não estiver alinhado com sua forma de pensar, desista da tarefa ou delegue.

Tirar o que não é importante ajuda a manter no foco.

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